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Riscos e seguros de transporte de carga: realidade e desafios

Riscos e seguros de transporte de carga: realidade e desafios


O Clube Internacional de Seguro de Transportes (CIST) reuniu executivos do ramo para expor a realidade do seguro de transportes e os riscos que envolvem esse setor. Salvatore Lombardi, presidente da entidade, falou das ações e a agenda para 2019, como os workshops regionais. Ele também comentou sobre as dificuldades do seguro transporte neste ano, mas ressaltou o aumento de 15% de crescimento do mercado.

'Para o seguro de transporte foi um ano difícil, especialmente pelos roubos de mercadorias, mas tivemos uma reação muito importante do mercado no segundo semestre, porque tivemos o aumento do consumo das famílias, uma movimentação maior de mercadoria, e com isso, o seguro transporte nacional e internacional cresceu 15% como um todo, descontando a inflação'.

Sobre a sinistralidade, ele comenta que houve uma melhora surpreendente. 'Mesmo faltando o apoio do estado, legislação deficitária, ainda assim, com o esforço de todos, alcançamos uma melhoria expressiva em termos de sinistralidade', completa Lombardi.

Durante a abertura do evento, o vice-presidente da entidade, Alfredo Chaia, lançou uma pesquisa de mercado. 'Com isso saberemos onde estamos e quais as perspectivas do ramo de seguro de transporte de carga, com a captação da opinião e visão de todos os presentes'. A pesquisa ficará aberta durante alguns dias e o resultado será divulgado em breve pelo Cist.

A presidente da ABGR, Ida Patrícia de Sá, também esteve presente e ressaltou a importância da parceria entre as entidades. 'O CIST e a ABGR são parceiros muito importantes, porque trocamos experiências e conhecimentos técnicos, e temos sintonia em nosso propósito que é desenvolver e disseminar o mercado de seguros e gestão de riscos no Brasil. E no meu entendimento a gestão de riscos é o melhor caminho, o mais sustentável para o negócio'.

Mário Couto Soares Pinto, diretor de ensino superior da Escola Nacional de Seguros, disse que essa é uma área de extrema carência no Brasil. 'Eu vejo o país com um potencial imenso de crescimento com grandes lacunas na logística. Essa área em que o Cist atua é fundamental para o desenvolvimento da nossa sociedade e vejo a Escola nessa pareceria como um cúmplice neste processo de crescimento, além de ser uma parceria que traz uma projeção do sucesso na área de logística, que está em processo profundo de transformação por conta de mudanças tecnológicas, comportamentais, mercadológicas e a Escola tem como contribuir muito nesta área'.

Cenário nacional e internacional da economia

O economista Paulo Rabello de Castro, ex-presidente do IBGE e BNDES, comentou sobre o cenário econômico brasileiro e do mundo, e os desafios de desenvolvimento do setor. 'As manifestações dos caminhoneiros em março influenciaram o PIB do país negativamente, inclusive na área de transporte, que foi uma repetição de manifestações menores realizada em 2015'.

Rabello também comentou sobre os desafios da nova equipe econômica e política do país, que estabelecerá um novo consenso nacional, mas que essa anuência ainda não foi construída. 'Nós votamos mais para tirar do que para pôr, como por exemplo, colocar metas e propostas detalhadas. Houve, de fato, depois de anos, efetiva e radical mudança da nomenclatura da polícia brasileira'.

Segundo ele, há três coisas que não dependem do mercado e três que dependem. 'O principal que não depende de nós (mercado) é o cenário externo, que ficou positivo durante a década inteira e permanece positivo para o agronegócio. Outros itens são a herança fiscal e herança de improdutividade. Dependemos de mudanças radicais para controlar a herança fiscal, por conta do governo'.

Há um desequilíbrio para o que se paga e o que a sociedade produz, ou seja, segundo ele existe uma improdutividade geral, herdada há mais de uma década. 'O que depende de nós (mercado) é controlar as despesas, destravar investimentos, anuência política, que o novo presidente tem que obter de uma forma bem orquestrada entre o congresso nacional e a sociedade que continua somente esperando para ver, com tensão e torcida'.

Para ele existem três palavras chaves para 2019. 'Infraestrutura, simplificação e acesso. Regularização das empresas é um dos itens em infraestrutura. O maior desafio é o tempo. O novo governo entra em janeiro já com contagem regressiva', finalizou Rabello.

 

 

 


Categoria: Notícia

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By Redbit