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Plano de Saúde: via de duas mãos


 

 
O plano de saúde pode ser considerado uma via de mão dupla. De um lado é um produto desejado pelos consumidores e por outro, preocupa em época de crise, pois é um dos primeiros setores que sofre com o desempenho da economia.
 
Segundo pesquisa IBOPE/IESS, em uma amostra de 3,200 mil pessoas, com abrangência nacional, 94% consideram o plano de saúde essencial, 75% estão satisfeitos, 86% continuariam no plano, e para 3% é o item mais desejado, atrás somente da educação e da casa própria.  'Ainda temos uma aprovação alta da população, apesar de parecer que o número de reclamações é alto, pois a experiência positiva não é muitas vezes comunicada, isso em qualquer setor da economia', explicou o diretor executivo da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), Antonio Carlos Abbatepaolo, durante o 20º Congresso Abramge e 11º Congresso Sinog, realizado em São Paulo, em agosto.
 
Apesar desse viés positivo, há o outro lado que está latente pelo momento de crise do país. Com base nas informações da ANS, a Abramge levantou que houve uma variação negativa do crescimento do mercado no primeiro semestre de 2015, de - 0,4%. Em dezembro de 2014 havia 50,7 milhões de beneficiários de planos médicos e somando os primeiros seis meses desse ano o número cai para 50,5 milhões.
 
'O que preocupa mais é que esse dado não captou o saldo de empregos do mês de julho, que foi o pior desde 1993, com 158 mil demissões, ou seja, temos uma perspectiva difícil em termos de mercado de trabalho e sabemos que a maioria da saúde suplementar são planos empresariais. Temos 550 mil postos perdidos de janeiro a julho'. (Tany Souza)

Categoria: Notícia

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By Redbit