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Médicos obstetras abandonam planos e os que ficam cobram 'por fora'


Profissionais vinculados cobram a chamada disponibilidade obstétrica para ficar a disposição da gestante na hora do bebê nascer.

 

MULHER GRAVIDAÉ raro procurar um obstetra que esteja atendendo por planos de saúde no Brasil, e em Alagoas a situação não é diferente. O prejuízo sobra para as gestantes que, diga-se de passagem, pagam por um serviço e quer ser atendido por ele.

 

Aquela que desejar ter o parto com o médico obstetra que acompanhou o seu pré-natal está tendo que desembolsar até R$ 3 mil, é o que os obstetras chamam de disponibilidade obstétrica, ou seja, na prática o obstetra e sua equipe ficam de sobreaviso para a tão sonhada hora da gestante dá a luz.

 

A administradora Tanise Correia Tenório, de 33 anos, está grávida de seu segundo filho e há sete meses teve a surpresa quando a sua médica obstetra anunciou que não atenderia mais pelo plano de saúde.

 

"Minha médica se desvinculou do plano pelo baixo pagamento repassado pelas operadoras, mas fiz questão de permanecer com ela por já ter confiança na médica", disse.

 

Tanise assegurou que seu plano irá reembolsá-la com metade dos custos.

 

Agora as parturientes que não podem ou não querem pagar pelo parto, a opção é peregrinar por hospitais em busca de médicos obstetras plantonistas. Em Maceió, a maioria dos hospitais particulares, em seu setor de emergência, não oferecem o serviço desse profissional. A gestante que também procurar um médico obstetra para o acompanhamento pré-natal recebe logo a informação da atendente: eles não estão mais atendendo por plano.

 

A afirmativa foi de uma gestante que está no seu último mês de gestação e em troca da entrevista pediu o seu anonimato. "Após duas consultas ginecológicas para a realização dos exames como grávida, fui comunicada de que o obstetra não me atenderia pelo plano só particular, cuja consulta chegava a R$ 200 e o parto R$ 4 mil", revelou.

 

"Desisti daquele obstetra, e minha batalha foi encontrar quem me atendesse pelo plano, foi através de amigos que consegui um obstetra que me atendesse pelo plano, mas apenas as consultas", relatou sua problemática, a gestante.

 

O obstetra Antônio Sérgio explicou os motivos para o descredenciamento em massa por parte dos especialistas. Segundo ele, os valores repassados pelos planos de saúde não justificavam a disponibilidade do obstetra para o parto.

 

"A cobrança da taxa de disponibilidade obstétrica foi liberada pelo Conselho Federal de Medicina estamos amparados pela resolução. Atendemos a paciente no pré-natal, mas se ela escolher fazer o parto com o obstetra que a acompanhou ela vai ter que fazer particular", avisou.

 

"Na primeira consulta já é relatado sobre a cobrança, antes mesmo que a gestante venha a criar o vínculo. Alguns planos têm plantonistas, a gestante é quem escolhe, se optar por pagar o valor varia de R$ 2.500 a 3 mil pela disponibilidade obstétrica do médico, anestesista, auxiliar e instrumentador", emendou Antônio Sérgio.

 


Categoria: Notícia

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By Redbit