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Crise reduz demanda por planos de saúde


 

Saúde suplementar registrou em junho o menor crescimento dos últimos 10 anos em número de beneficiários

 

Em junho, os planos de saúde registraram o menor crescimento dos últimos 10 anos em número de beneficiários. O mercado também desacelerou na análise por faixa etária. Entre os mais jovens, o segundo trimestre do ano teve o pior resultado desde 2012, e, entre os mais velhos, houve estagnação e o resultado foi o pior da série histórica. No primeiro semestre de 2015, os usuários de planos de saúde chegaram a 50,5 milhões, no Brasil. O número permaneceu praticamente estável no último trimestre, frente ao período anterior, sendo o menor crescimento em 10 anos para o mês de junho. Nos últimos 12 meses, o avanço no país não ultrapassou 1%.

O principal sinal de alerta veio do mercado de trabalho. Com o desaquecimento da economia e o avanço do desemprego, os planos coletivos, perderam o ritmo. Os convênios médicos contratados pelas empresas para seus funcionários são o principal destaque do setor.

Outro indicador de que os efeitos da crise no emprego estão impactando no desejo das famílias de contratarem um plano é a desaceleração é o crescimento por faixa etária. Para cada trimestre, desde março de 2014, as variações em 12 meses do número de usuários mais jovens, de 0 a 18 anos e de 19 a 58 anos, diminuíram. Em junho de 2015, o crescimento de 0,2% da faixa etária de 0 a 18 anos foi o menor desde março de 2012. Já o avanço dos usuários entre 19 e 58 anos foi o menor da série histórica, iniciada em 2000, segundo dados do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).

Em Minas Gerais, o mercado encolheu mais que a média nacional. Enquanto, no país, a base de usuários permaneceu estável, em Minas caiu 0,5% no segundo trimestre frente ao período anterior. No ano, a redução foi de 0,7%. Nos últimos 10 anos, o mercado de planos de saúde apresentou alta expressiva alta, saltando de 34,4 milhões para 50,5 milhões de usuários. No entanto, a partir de setembro de 2010, a variação em 12 meses começou a perder a força. Segundo estudo do IESS, os planos de contratação coletiva puxaram a baixa no ritmo, já que representam 66,5% dos contratos. No acumulado em 12 meses, os planos individuais tiveram uma baixa de 0,3%.

O sistema de cooperativas Unimed tem participação próximo a 60% no mercado de planos de saúde em Minas. O presidente da Unimed Federação Minas, Marcelo Mergh Monteiro, diz que, neste momento, o foco está na redução de custos, como a utilização de serviços compartilhados dentro do sistema. A projeção da federação é manter a carteira, mas não há perspectiva de crescimento. "Com a queda de usuários nos planos de saúde, aumenta a sobrecarga na saúde pública (SUS) em um momento de crise na economia."

Segundo o executivo, no interior do estado, dentro das cooperativas Unimed, a carteira dos planos individuais e familiares está sendo mantida, enquanto nas cidades de maior porte as demissões no mercado de trabalho pressionam os planos coletivos. "Como muitas operadoras deixaram de oferecer o plano individual, essa carteira vem se mantendo na Unimed."

IDADE Outro alerta para o setor é o crescimento das faixas etárias acima de 59 anos, que são aquelas que mais consomem recursos e exigem estratégias das operadoras, como gestão eficiente com maior produtividade e menores custos, além de investimentos em ações preventivas. Segundo estudo do IESS desde março de 2013, a faixa etária de idosos tem crescido acima das demais faixas na comparação em 12 meses. Os idosos representam 12,9% do público das operadoras, superior à porcentagem deles na população brasileira: 11%. Ao mesmo tempo, é observado o crescimento mais lento de beneficiários em idade ativa, já que essa faixa etária sofre os impactos do mercado de trabalho.


Categoria: Notícia

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By Redbit