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ANS autoriza implante de cardiodesfibrilador para prevenção de morte súbita

 


 

coraçãoNo Brasil, mais de 250 mil pessoas morrem por ano de morte súbita, a maior parte provocada pelas arritmias cardíacas e infarto agudo do miocárdio

 


Os beneficiários de plano de saúde conquistaram uma grande vitória junto a Agência Nacional de Saúde (ANS). A partir de agora, pacientes com grande risco de apresentar morte súbita por arritmias - alteração do ritmo dos batimentos cardíacos - poderão ser submetidos ao implante de um cardiodesfibrilador, com cobertura pelo plano de saúde.

O cardiodesfibrilador implantável (CDI) é um dispositivo que detecta as arritmias e, por meio de um choque elétrico no coração, devolve o ritmo cardíaco normal ao paciente.

Cardiologistas de todo o país comemoraram a decisão. O critério anterior, já bastante desatualizado em relação ao que se faz nos EUA e Europa, só possibilitava o implante de CDI como prevenção secundária de morte súbita, o que significa que o paciente necessitava ter apresentado uma parada cardíaca (PRC) ou uma taquicardia muito grave com alto risco de evoluir para parada cardíaca para poder receber um CDI. "Nós sabemos que isso abrange menos de 10% da população que precisa do aparelho. O paciente precisava morrer uma vez, ter a sorte de ser ressuscitado com vida e sem lesão cerebral (o que ocorre em menos de 5% doas casos) para poder receber um CDI", afirma o presidente do Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (DECA/SBCCV), Cláudio Fuganti.

O cardiologista explica que, com a nova regra, 95% da população que necessita de um CDI vão receber esse dispositivo preventivamente. "O ideal é realizar o implante profilático, antes de ocorrer uma parada cardiorrespiratória. E quando esse evento vier a ocorrer, a pessoa estará protegida, pois o aparelho vai reconhecer que o paciente está em parada e pode liberar um choque de alta energia que vai salvá-lo".

No Brasil implanta-se em torno de 40.000 dispositivos/ano (marcapasso, ressincronizadores e desfibriladores), sendo cerca de 3.000 desfibriladores. São 15 CDI/milhão de habitantes, enquanto nos EUA são 180.000 MP e 60.000 CDI (média de 191/milhão de habitantes). "O número de procedimentos aqui é extremamente baixo. O que significa que muitos pacientes estão morrendo sem acesso a essas tecnologias", constata Fuganti.

"Vale lembrar que a nova regra não vale para a rede pública, o que prejudica um grande número de pacientes, trazendo para eles grande risco de morte. O Ministério da Saude, de maneira unilateral e sem consultas às entidades médicas (SBCCV/SBC/AMB), publicou portaria no início de janeiro, contra todas as evidências das publicações científicas atuais e orientações de Sociedades Médicas nacionais e internacionais, continuando a excluir o acesso à prevenção primária de morte súbita, para grande parcela da população brasileira mais necessitada", conclui o presidente do DECA.

 

 

 

 


Categoria: Notícia

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By Redbit